Servidores públicos do RS impedem que governo do estado retire direitos e conquistas históricas
O Sindicato dos Servidores do Ministério Público do RS (SIMPE-RS) em conjunto de dezenas de entidades comemoraram nesta terça-feira, 22 de dezembro, o adiamento da votação de um pacote proposto pela governadora Yeda. O conjunto de medidas alteraria as carreiras dos policiais militares e professores, cortando direitos históricos como adicionais por tempo de serviço, triênios e outros.
A governadora Yeda Crusius duvidou da capacidade de mobilização do cidadão gaúcho; dos servidores que sustentam a máquina e fazem funcionar todos os serviços públicos estaduais. Duvidou que ao final do ano os servidores tivessem capacidade de reagir, de resistir e de se confrontar contra sua política neoliberal que prevê a extinção gradativa do papel do estado. Apesar da época do ano, calendário desfavorável às grandes mobilizações, e encarando o verão mais quente dos últimos anos, os servidores foram para as ruas em todas as atividades propostas para derrubar o pacote e até agora só colecionou vitórias.
O presidente do SIMPE-RS, Alberto Ledur, afirmou a importância da participação da categoria em todo o processo de mobilização: “o conjunto de projetos fere diretamente direitos dos professores e dos policiais num primeiro momento, mas sabemos que o projeto da governadora Yeda é estender a mesma política que ela quer aplicar às duas maiores categorias de servidores a todas as demais, para instalar no RS o estado mínimo que FHC tentou inaugurar no Brasil. O neoliberalismo não chegou para ficar no planeta, e não é aqui que terá seu espaço para fazer com o sucateamento do serviço público o slogan de governo déficit zero . O servidor público gaúcho está de parabéns por mais essa demonstração de resistência.”
Publicado em 22/12