Dia Nacional de Lutas marca mobilizações em todo o país

Na sexta-feira (14), milhares de manifestantes espalhados por todo o território nacional levantaram as bandeiras pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, pelo fim das demissões, pela defesa de direitos sociais a ratificação das convenções 151 (negociação coletiva no serviço público) e 158 (restringe demissão imotivada) da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

A redução dos juros, a defesa das empresas estatais, fundamentais para financiar o crescimento do país, e uma nova lei do petróleo, que garanta as imensas riquezas do pré-sal para impulsionar o desenvolvimento e a justiça social também foram demandadas. No Rio Grande do Sul, o protesto centrou-se no pedido de impeachment da Governado Yeda Crusius. Os protestos contra a governadora do RS vêm se acentuando desde a denúncia realizada pelo MPF no último dia 5, que enquadra a governadora Yeda Crusius (PSDB) e outras oito pessoas como réus numa ação civil pública, como resultado da Operação Rodin, que apurou um desvio de R$ 44 milhões do Detran. Para os servidores gaúchos, a governadora não tem mais legitimidade política para continuar governando o estado.  



Artur Henrique, presidente da CUT nacional
Em São Paulo , uma marcha partiu por volta das 11h da Praça Osvaldo Cruz, no início da Paulista, e seguiu até o vão do MASP. A mobilização que contou com a Central Única dos Trabalhadores e parceiros dos movimentos populares, sindical e estudantil reuniu cerca de 25 mil pessoas, com bandeiras da CUT, MST, Força, CGTB, CTB, UGT, Nova Central, UNE, Intersindical, Conlutas e de diversas confederações, federações e entidades sindicais de todas as categorias, do campo e da cidade.

Apesar da pauta de reivindicações bem definida, as intervenções aos microfones, sobre os cinco carros de som que se alternavam ao longo da avenida, refletiam a diversidade de colorações políticas presentes.

FONTE: CUT/Brasil

Publicado em 17/08